O III Encontro de Agricultores e Pecuária do Maranhão ocorrido na cidade de Amarante/MA, foi palco de um momento importante e simbólico: a união de diversas tribos indígenas, de diferentes regiões se fizeram presentes para dialogar diretamente com lideranças e representantes de instituições, sobre os principais desafios que são enfrentados. O evento foi marcado por falas potentes, onde todos os Caciques expressaram com muita clareza sobre a realidade enfrentada pelos povos indígenas — a luta por mais oportunidades, respeito e inclusão. Todos os pronunciamentos destacam que os indígenas não querem depender de doações ou assistencialismo, mas sim, conquistar meios dignos para trabalhar e se manter na produção de alimentos.
Em meio a esse cenário na busca por soluções concretas um sentimento comum entre os líderes presentes fez com que a participação da FAPCEN, representada pela sua superintendente Gisela Introvini, e equipe técnica, repassasse uma mensagem de integração e respeito à tradição dos povos indígenas mediante a proposta do uso de diferentes cultivares das espécies já consumidas, prevendo altas produtividades com manejo adequado de solo, destacando ainda sobre a necessidade do comprometimento da preservação da floresta e seus produtos, da conservação dos rios e mananciais práticas de cultivo a exemplo da agricultura regenerativa como acontece aos grandes produtores, como sendo a contrapartida das comunidades para conseguir resultados junto as autoridades governamentais. Destacou a participação da AGED na prevenção da minimização dos riscos e destacou os resultados atingidos na Aldeia Canto do Rio.
Além do discurso institucional, a presença ativa dos técnicos Pedro Quirino e Yago Coelho reforçou esse compromisso, estando em contato direto com os representantes indígenas, dialogando sobre técnicas de manejo em culturas como capins, mandioca e feijão. As recomendações práticas despertaram o interesse das lideranças presentes, estabelecendo um primeiro passo para uma parceria sólida e respeitosa baseada no conhecimento técnico e na valorização da cultura indígena.
O evento sinaliza um novo momento: a FAPCEN passa a se conectar mais diretamente com os povos tradicionais, mediante o compromisso de promover melhoria na qualidade de vida, capacitação e geração de oportunidades nas aldeias. A construção desses laços demonstra que há espaço para escuta, colaboração e desenvolvimento quando há respeito mútuo e vontade de caminharmos juntos.





